II Parte
Depois de ministrar mais de 640 seminários de finanças por esse mundo, tenho chegado a conclusão que uma ala com a maior dificuldade na área financeira são exatamente os empresários, no tocante ao dar para a obra de Deus. Certa vez ouvi um comerciante me dizer: “quem consegue ter dinheiro no Brasil ou nasceu em um berço de ouro é ladrão”.
Ao que lhe respondi: “conheço pessoas que não nasceram em berço de ouro e prosperam sem roubar a ninguém”. Citei para ele amigos que vieram da favela, que vieram do nada e conseguiram prosperar.
Quero afirmar aos empresários cristãos que é possível ser bem sucedido sem ter que caminhar por meios escusos. Quais são os meios ilícitos que vários empresários tem entrado e que, por conseguinte, tem trazido noites longas de uma consciência pesada e um coração inquieto?
1. Ao montar a empresa, muitos não certificam que a empresa está legalizada perante as autoridades;
2. Não oram consagrando a empresa juntamente com os empregados - se não fazem isso, quando iniciam a empresa, imaginem depois de inaugurada;
3. Muitos não dão notas fiscais aos seus compradores; preferem oferecer aos clientes notas em blocos ou notas frias;
4. Uma grande maioria tem um caixa dois afim de “ganhar mais” dor de cabeça mais tarde.
5. Várias empresas usam de expedientes que ferem os princípios morais e cristãos, quando na sala de espera, existe uma exposição de literatura que mancha o bom nome do cristão. Por essa razão fica até estranho colocar em tal empresa uma literatura evangélica, um folheto ou um convite para um trabalho espiritual nas igrejas. Outras empresas servem algum tipo de bebida alcoólica na tentativa de ganhar o cliente.
6. Quando as empresas vão fazer uma comemoração, tem “cerveja de crente”, a música profana e, é claro, jamais uma oração, pois parece que o tal empresário jamais seria “um cara de pau” para agradecer alguma coisa a Deus;
7. Muitos empresários compram mercadorias de fontes escusas, pois são baratas, e os lucros serão expressivos, afinal, as notas nem sequer existem. O ímpio chega até dizer: “é pegar ou largar”, como o empresário cristão anda freio, acaba entrando na maldição;
8. São mão abertas com os colegas empresários e mãos fechadas para com Deus;
9. Não são dizimistas. Ou seja, não devolve a décima parte dos seus lucros a Deus. O que muitos fazem é seguinte: Coloca-se como se fossem um empregado da empresa e fazem um salário para ele; ao invés de entregar o dízimo do lucro da empresa, acaba por devolver o dízimo de sua retirada, trazendo males para si e para a vida financeira da sua empresa. Fora aqueles que oferecem uma cota para Deus, como se a igreja fosse um clube, onde ele recebe benefícios. Outros, por desencargo de consciência, entregam uma quantia “como se fosse o dízimo”, pois, afinal, esses empresários “não sabem quanto ganham”. Coitadinhos! Por fim, existem aqueles que entregam uma esmola do que ganhou para Deus, como se Deus fosse um mendigo;
10. Inúmeros empresários nunca fizeram uma oferta de gratidão a Deus pelos seus lucros. Quem é ingrato, recebe como resposta a ingratidão.
Você deseja ser um empresário de sucesso? Um bem aventurado de Deus? Um negociante que onde as suas mãos tocarem abençoadas serão? Então, tome uma queda, a única queda que é gostosa, e vale a pena cair nela: Caia em si, empresário cristão! Dos dez itens citados, faça tudo ao contrário, deixe Deus ser o dono dos seus negócios, seja fiel, seja generoso, dê testemunho de um empresário cristão, pare com esse negócio de estar sempre no meio de “festas sociais”, só para agradar os outros, “importa agradar a Deus do que a homens”, honre a Deus por onde andares, “então farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”.
Que Deus faça de você uma pessoa tão próspera que sua vida encerre como a do empresário Samuel Colgate, que de tão próspero que ficou ficava com 10% dos seus lucros e entregava 90% para a obra de Deus. Ele já foi “recolhido” e depois de morto a sua vida continua falando. A empresa Colgate, mesmo depois da sua morte, é a indústria que mais produz pasta de dente em todo o mundo. O segredo? Samuel Colgate era um empresário crente de fato! Que a sua empresa tenha a marca de Cristo e a cobertura do sangue de Jesus.