III Parte
Como fica a situação do empresário cristão na hora de devolver os dízimos e as ofertas ao Senhor?
Quem seriam os meus referenciais? Imitando a fé dos empresários antigos como os patriarcas da fé Abraão, Isaque, Jacó, eu ainda acrescentaria o homem mais rico do oriente, Jó, e o homem mais sábio da terra, depois de Jesus, o rei Salomão. Qual era a postura de vida desses homens na relação deles com o dinheiro e a fé que eles professavam ao Deus único? Analisaremos cada um.
Abraão, chamado de amigo de Deus, conhecido como o pai da fé de todos os cristãos (Rm. 4.11-17), era um homem pesado de riquezas, possuía muito gado, ouro e prata (Gn. 13.2). Quando avaliava “o livro caixa” dos seus negócios, separava o dízimo de tudo ao Senhor (Gn. 14.20c “... e de tudo deu Abraão o dízimo”) Ele não fazia barganha com Deus tipo, “Esse mês, meu rebanho tinha 100 cabeças de vacas, ganhei mais 50; como o que ganhei é muito, eu só entregarei a Deus como “dízimo”, um bezerrinho.” Ao contrário, a Bíblia diz, que Abraão era fidelíssimo em tudo!
Isaque, filho de Abraão, procurou andar nos caminhos do seu pai. Moisés, o autor do livro de Gênesis escreveu dizendo que “Isaque semeava na terra, e no mesmo ano recolhia cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava. Enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo. Possuía ovelhas e bois, e grande número de servos”. A benção de Deus está sobre quem é fiel. Deus não pode abençoar uma empresa ilegal; Isaque aprendeu com o seu pai o caminho da benção, a ponto se ser comparado como Cristo, quando seu pai ia sacrificá-lo.
Jacó, neto de Abraão, era fazendeiro milagrosamente próspero. Qual era a sua receita? “Fez também Jacó um voto, dizendo: se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada... e me der pão para comer, e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus...e de tudo quanto me concederes, certamente eu darei o dízimo” (Gn.28-20-22). Veja o que aconteceu com ele: “E o homem tornou-se mais e mais rico, teve muitos rebanhos e servas, e servos e camelos e jumentos” (Gn. 30.43).
Sobre Jó, a Bíblia é claríssima “... ele era reto, íntegro e se desviava do mal”. A Bíblia o classifica como um dos empresários mais fiéis que pisou na terra (Ez. 14.14. “... ele era o maior do oriente”). Sua prosperidade pode ser lida tanto em Jó, 1.1-4 e 10; 42. 12-17.
Salomão, o filho do rei Davi, sucessor do trono do seu pai: A Bíblia diz pelo fato dele ser tão sábio na pergunta que Deus lhe fizera “o que queres Salomão?”, ele respondeu “quero sabedoria”. Deus “impressionado”, diz “dar-te-ei também riquezas e glórias, farei de você um homem próspero” (I Reis 3. 3-13). Este sábio deixou um conselho para os negociantes, comerciante e empresário do século XXI: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (PV. 3.9,10).
O dinheiro é bom, fascinante, quebra muitos “galhos”, ajudam-nos a realizar muitos sonhos, porém, todo cuidado com ele é pouco porque ele é fascinante, mas tentador. A situação dos empresários cristãos poderia estar como estes servos de Deus mencionados, todavia, a maioria, ao contrário, não prospera, e os que conseguem prosperar, entram por caminhos escusos que abordaremos no próximo artigo.