Fica muito claro para todos, que a nação tem um presidente, uma empresa, um presidente e uma série de setores que requer, exige tão somente um cabeça, um líder. A igreja não é nada diferente! Quanto ao pastor, a Bíblia dá várias respostas, pois sendo o pastor o maior patrimônio da Igreja, um homem que se esmera na Palavra, ensinando com diligência, precisa ser honrado, segundo as cartas paulinas: I Co 9.13, I Tm. 5.17-18 e, acima de qualquer orientação e ordenança, a do Senhor Jesus: I Co 9.14.
Entretanto, alguns questionam. “E os pastores auxiliares? E os obreiros da igreja?” Um pastor auxiliar que foi convidado pela liderança da igreja e que deseja usá-lo no ministério, precisa ser remunerado, naturalmente, dentro de um senso de coerência e justiça.
A igreja precisa ver quanto tempo de ministério tem o pastor titular da igreja, lembrar que a igreja não tem dois, três ou mais pastores e sim um pastor, como uma empresa tem um presidente, como uma nação tem um só presidente. Fazendo assim, avaliando o que o pastor da igreja recebe e dentro do tempo já investido no reino de Deus, a liderança terá como avaliar a remuneração dos pastores auxiliares ou da equipe pastoral. E quanto aos obreiros e líderes em geral da igreja?
Quase tive um problema no meu ministério. Um homem, vindo de outra denominação, foi recebido como membro na igreja que pastoreio. Ele era carismático, simpático, bom pregador e outras qualidades mais. Em um belo dia, os seminaristas da igreja foram bombardeados por colocações desse até então também “seminarista e líder da igreja”. Ele tentava convencer o professor e os colegas que todos os obreiros da igreja tinham que ser remunerados e, para complicar, ainda citou o texto fora do contexto que “o obreiro é digno de seu salário” (Tm 5.18).
Vale destacar que esse homem era um obreiro. Uma colega lhe disse: “você não está querendo dizer isso para você mesmo?” O “obreiro” quase desmaiou na classe! Graças a Deus que minha esposa também fazia aquela matéria. Com autoridade e conhecimento na Palavra de Deus, ela se levantou dizendo: “o nobre colega está usando um texto que se refere ao pastorado. Pois, se partimos para esse campo, todas as pessoas que servem a Deus na Igreja, como diáconos, recepcionistas, dirigentes de cultos, administradores, entregadores de folhetos, professores de escolas bíblicas, diretorias diversas de departamentos, músicos (não estou falando de levitas que se formaram como ministros e foram separados por Deus e pela Igreja) terão que ser remunerados. Aí pergunto: qual a igreja que dará conta de sustentar tanta gente?”.
Se pararmos para pensar, todos os membros da igreja teriam que ser assalariados! Jesus ordenou que todos pregassem o Evangelho (Mc 16.15). Nesse sentido, toda a igreja está envolvida nessa missão, pois como obreiros que amam e são gratos a Deus, compartilham a salvação e os seus benefícios (Sl 116.15).
Aqueles que servem a igreja voluntariamente e que estão sempre prontos a investir o seu tempo porque gostam, porque se ofereceram não foram designados pela liderança da igreja como líderes remunerados. Esses servos, embora tenham seu trabalho reconhecido pela igreja e acima de tudo por Deus, enquadram-se onde todos os membros que, de uma maneira ou outra, também investem o seu tempo, o seu trabalho e os seus talentos na casa do Senhor.
Se o ministério vai ser desenvolvido dentro do tempo que a Igreja determina, cumprindo uma carga horária e gerindo um departamento, aí sim, compete a igreja que convidou combinar a remuneração que será recebida com um tratamento honroso (I Pd 2.17; Fil. 4.8c).
É importante lembrar que os obreiros, por sua vez, precisam estar sujeitos à sua liderança (I Pd 2.13). Que o Senhor da Igreja nos ajude a andar com prudência e decoro e que, acima de tudo, trabalhemos com amor para a obra do Senhor – essa deve ser a nossa maior motivação